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No último domingo (31/10) chegou ao fim um dos segundos turnos mais bizarros da História, talvez o mais, de uma eleição para o Palácio do Planalto. Sem divergências no plano econômico e de reformas, Dilma e Serra apelaram para questões pontuais para tentar se diferenciar um do outro. O resultado dessa estratégia foi a demonstração do cinismo e da incoerência dessas candidaturas.
Primeiro foi José Serra levantando a questão do aborto de forma conservadora. Com isso ele buscava jogar na defensiva a candidata petista. E conseguiu. Dilma, ao invés de aproveitar a oportunidade para clarificar esse debate, acabou capitulando de forma vexatória à proposta conservadora. Sequer ela atinou em utilizar uma saída "saboneteira" como fez Marina Silva no primeiro turno ao propor um plebiscito para decidir sobre o tema.
Por outro lado, o discurso de Serra sobre o aborto foi para o ralo quando veio à tona que sua mulher teria realizado um aborto quando eles estavam exilados no Chile durante o período da ditadura militar. Assim além de conservador o discurso de Serra se mostrou incoerente. Logo o tucano deixou de falar nesse assunto.
Mas se Serra tentou encarnar o candidato anti-aborto, Dilma tentou reeditar o cínico argumento do PT como o partido anti-privatista, afinal a tática já havia dado certo em 2006 com Lula, apesar dele ter realizado privatizações já no seu primeiro mandato.
Dilma então se dirigia ao seu adversário como sendo ele o único privatista do segundo turno e ela e seu partido como os campeões da anti-privatização. O tucano então partiu para a denúncia das privatizações realizadas pelo Governo Lula, em especial do pré-sal, como se ele representasse uma candidatura nacionalista e estatista. Aqui sobrou cinismo e incoerência para ambos em todas as formas que colocavam o debate, afinal tanto o PT quanto o PSDB privatizaram e a própria Dilma defendeu na campanha a privatização da Infraero.
Se isso já não bastasse ainda ensaiaram um debate ético. Dilma atacava Serra por seu assessor e o tucano a petista por Erenice Guerra. Era o sujo falando do mal lavado.
Quase no final da campanha ainda sobrou tempo para o escarcéu da bolinha de papel e da bexiga d'água.
Enfim, com tanta baixaria, cinismo e incoerência só há uma palavra para definir este segundo turno: dissimulação!
Foi esta a prática corrente de Dilma e Serra durante toda a segunda volta do pleito eleitoral.
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segunda-feira, 1 de novembro de 2010
domingo, 31 de outubro de 2010
Artigo sobre o aborto (quem escreveu?)
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Artigo sobre o aborto. No final descubra quem é o autor.
Contra fatos não há argumentos, já diz o jargão popular. E quando o assunto é aborto, os fatos são comprovados por estatísticas, como a do Instituto Guttmacher, divulgada recentemente, de que cerca de 70 mil mulheres morrem por ano no mundo, vítimas de abortos clandestinos.
Estupro, pedofilia, gravidez precoce, violência doméstica, entre outros, são alguns dos fatores que têm levado mulheres e adolescentes a buscar clínicas clandestinas para porem fim a uma gravidez indesejada, submetendo-se a procedimentos arriscados, devido à falta de condições hospitalares adequadas para atendê-las, principalmente caso aconteça alguma complicação.
Eu sempre digo que sou a favor do aborto, não indiscriminadamente, mas em determinadas circunstâncias. Não faço isso para declarar guerra a nenhuma religião ou à parcela da sociedade que é contra o procedimento. Tenho esta opinião principalmente porque a fé que eu professo me impede de exaltar a hipocrisia. O aborto não é a causa do problema, é o efeito. O problema começa antes, na falta de informação, principalmente às camadas financeiramente menos favorecidas; na falta de ações preventivas; nas inúmeras questões sociais que têm levado à destruição de lares e à banalização da família.
Diversas manifestações sociais, políticas e religiosas condenam a legalização do aborto, em nome da “defesa da vida”, mas parecem ignorar ou não dar o mesmo valor à vida de crianças que nasceram indesejadas ou em famílias sem a menor condição de criá-las, e que andam por aí, revirando lixo para se alimentar, expostas a todo tipo de doença e violência nas ruas. Também não parecem se importar com a vida de meninas e mulheres que morrem diariamente em clínicas de aborto clandestino.
As bandeiras e cartazes que estas pessoas e instituições levantam contra o aborto lhes encobrem a visão e as impede de enxergar a verdade dos fatos. As mulheres não vão sair por aí aumentando o número de abortos praticados, caso a legislação aprove o procedimento e deixe de considerá-las criminosas. Ninguém deixa de fazer um aborto porque ele é proibido por lei. O que pode sim acontecer é uma expressiva diminuição dos índices de mortalidade feminina e do número de crianças pobres, desnutridas e vítimas de todo tipo de abuso por serem pobres e abandonadas.
Para os que acreditam não haver embasamento bíblico no que eu digo, cito o momento em que o Senhor Jesus sentou-se à mesa com Seus discípulos para celebrar a última ceia, antes de ser torturado e morto. Ele anunciou que ali estava presente quem O trairia, e sentenciou: “O Filho do homem vai, como está escrito a seu respeito, mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido!” Mateus 26-24
No meu entendimento, essa última frase pode ser interpretada como: seria melhor que Judas tivesse sido abortado. Melhor do que o futuro de sua alma.
O autor do artigo acima foi o bispo da Universal, Edir Macedo. Por aí se vê a que ponto vergonhoso de capitulação chegou a candidata Dilma Rousseff que se posicionou contra o aborto.
O original encontra-se em:
http://bispomacedo.com.br/2010/09/03/jesus-fala-sobre-o-aborto/
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Artigo sobre o aborto. No final descubra quem é o autor.
Contra fatos não há argumentos, já diz o jargão popular. E quando o assunto é aborto, os fatos são comprovados por estatísticas, como a do Instituto Guttmacher, divulgada recentemente, de que cerca de 70 mil mulheres morrem por ano no mundo, vítimas de abortos clandestinos.
Estupro, pedofilia, gravidez precoce, violência doméstica, entre outros, são alguns dos fatores que têm levado mulheres e adolescentes a buscar clínicas clandestinas para porem fim a uma gravidez indesejada, submetendo-se a procedimentos arriscados, devido à falta de condições hospitalares adequadas para atendê-las, principalmente caso aconteça alguma complicação.
Eu sempre digo que sou a favor do aborto, não indiscriminadamente, mas em determinadas circunstâncias. Não faço isso para declarar guerra a nenhuma religião ou à parcela da sociedade que é contra o procedimento. Tenho esta opinião principalmente porque a fé que eu professo me impede de exaltar a hipocrisia. O aborto não é a causa do problema, é o efeito. O problema começa antes, na falta de informação, principalmente às camadas financeiramente menos favorecidas; na falta de ações preventivas; nas inúmeras questões sociais que têm levado à destruição de lares e à banalização da família.
Diversas manifestações sociais, políticas e religiosas condenam a legalização do aborto, em nome da “defesa da vida”, mas parecem ignorar ou não dar o mesmo valor à vida de crianças que nasceram indesejadas ou em famílias sem a menor condição de criá-las, e que andam por aí, revirando lixo para se alimentar, expostas a todo tipo de doença e violência nas ruas. Também não parecem se importar com a vida de meninas e mulheres que morrem diariamente em clínicas de aborto clandestino.
As bandeiras e cartazes que estas pessoas e instituições levantam contra o aborto lhes encobrem a visão e as impede de enxergar a verdade dos fatos. As mulheres não vão sair por aí aumentando o número de abortos praticados, caso a legislação aprove o procedimento e deixe de considerá-las criminosas. Ninguém deixa de fazer um aborto porque ele é proibido por lei. O que pode sim acontecer é uma expressiva diminuição dos índices de mortalidade feminina e do número de crianças pobres, desnutridas e vítimas de todo tipo de abuso por serem pobres e abandonadas.
Para os que acreditam não haver embasamento bíblico no que eu digo, cito o momento em que o Senhor Jesus sentou-se à mesa com Seus discípulos para celebrar a última ceia, antes de ser torturado e morto. Ele anunciou que ali estava presente quem O trairia, e sentenciou: “O Filho do homem vai, como está escrito a seu respeito, mas ai daquele por intermédio de quem o Filho do homem está sendo traído! Melhor lhe fora não haver nascido!” Mateus 26-24
No meu entendimento, essa última frase pode ser interpretada como: seria melhor que Judas tivesse sido abortado. Melhor do que o futuro de sua alma.
O autor do artigo acima foi o bispo da Universal, Edir Macedo. Por aí se vê a que ponto vergonhoso de capitulação chegou a candidata Dilma Rousseff que se posicionou contra o aborto.
O original encontra-se em:
http://bispomacedo.com.br/2010/09/03/jesus-fala-sobre-o-aborto/
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sábado, 23 de outubro de 2010
Serra estatista e nacionalista? Quem acredita?
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E eis que o circo eleitoral não pára mais de produzir piadas - sem a mínima graça, é claro!
Uma das últimas tem sido o Serra "estatista" e "nacionalista". Sim! As últimas propagandas do tucano têm denunciado o entreguismo do pré-sal pelo Governo Lula às multinacionais estrangeiras.
http://www.youtube.com/watch?v=GvL7A7MWqsE
http://www.youtube.com/watch?v=312vIeyQrSE
É uma denúncia que há muito vem sendo feita por setores de esquerda, mas que saindo da boca de um candidato o qual o assessor manifestou a defesa da privatização do pré-sal e cujo governo que defende (FHC) entregou muita riqueza nacional aos estrangeiros, se torna incoerente.
E eis que o circo eleitoral não pára mais de produzir piadas - sem a mínima graça, é claro!
Uma das últimas tem sido o Serra "estatista" e "nacionalista". Sim! As últimas propagandas do tucano têm denunciado o entreguismo do pré-sal pelo Governo Lula às multinacionais estrangeiras.
http://www.youtube.com/watch?v=GvL7A7MWqsE
http://www.youtube.com/watch?v=312vIeyQrSE
É uma denúncia que há muito vem sendo feita por setores de esquerda, mas que saindo da boca de um candidato o qual o assessor manifestou a defesa da privatização do pré-sal e cujo governo que defende (FHC) entregou muita riqueza nacional aos estrangeiros, se torna incoerente.
Ficam, então, algumas questões: como pode ser anti-privatista um candidato cujo o assessor o é; e por outro lado, como pode a candidata do governo que entregou aos estrangeiros parte do pré-sal querer agora posar de a campeã da anti-privatização e do nacionalismo?
As posições escorregadias e incoerentes de Dilma e Serra são piadas de mal gosto que dissimulam a verdade e debocham do eleitor.
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Quociente eleitoral e castração do sufrágio
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No artigo "O desgaste da democracia representativa moderna" [*] abordei a construção do atual modelo político dominante dentro dos seus contextos históricos e sociais, e mostrei os mecanismos implantados para castrar o "perigo" que representava o sufrágio nas mãos das classes subalternas que, por ser maioria, poderia conquistar direitos e reduzir os privilégios e até ameaçar a dominação das classes dominantes.
Em termos de Brasil, o quociente eleitoral é um desses mecanismos de castração. Ele exerce a pressão eleitoreira, joga as candidaturas para a aceitação das regras sujas do jogo, a fazer alianças espúrias para se eleger, e no final das contas manter as coisas como elas estão. À maioria daqueles que rejeitam entrar neste rio imundo resta a marginalidade política. E a maioria dos que adentram nele saem contaminados com o vírus do comprometimento com a manutenção do estado de coisas.
A notícia veiculada abaixo apenas corrobora o anteriormente esposto.
22/10/2010 - 12h44
Apenas 35 dos 513 deputados foram eleitos com seus próprios votos
Da Agência Câmara
Levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) indica que, segundo o resultado preliminar das eleições, apenas 35 dos 513 deputados federais eleitos alcançaram individualmente o quociente eleitoral nos seus Estados.
Os demais foram eleitos com ajuda de "puxadores" de votos, deputados que recebem votos em massa e carregam alguns colegas de seus partidos. Isso ocorre pelo cálculo do quociente eleitoral.
Em 2006, 32 foram eleitos ou reeleitos com os seus próprios votos, sem precisar dos votos das suas coligações.
Bahia, Pernambuco e Minas Gerais elegeram cinco parlamentares cada nessa situação. Ceará, Goiás, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo têm dois eleitos cada. Acre, Distrito Federal, Piauí, Paraná, Rondônia e Roraima contam com um representante cada.
Considerando os partidos, PT e PMDB elegeram sete cada; PSB, cinco; PR, quatro; PSDB, DEM e PP, dois; e PTB, PPS, PDT, PSC, PSOL e PCdoB, um.
O humorista Tiririca, que conquistou 1,3 milhão de votos pelo Partido da República em São Paulo, teve votos suficientes para ajudar a eleger mais 3,5 deputados de sua coligação.
Por outro lado, deputados com votação expressiva não foram eleitos. No Rio Grande do Sul, a deputada Luciana Genro (PSOL) não conseguiu ser reeleita, apesar de ter recebido 129 mil votos - a deputada não eleita mais votada do Brasil.
Para o líder do PSOL na Câmara, deputado Ivan Valente (SP), o sistema atual cria distorções “monstruosas” quando se trata de coligações partidárias, porque nem sempre o candidato “puxado” segue a mesma ideologia do mais votado.
- Disponível em:
UOL - Últimas notícias
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/22/apenas-35-dos-513-deputados-foram-eleitos-com-seus-proprios-votos.jhtm
Último Segundo
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/apenas+35+dos+513+deputados+foram+eleitos+com+os+proprios+votos/n1237810290734.html
______________________________________________________
[*] O desgaste da democracia representativa moderna (09/09/2010):
http://blogdomonjn.blogspot.com/2010/09/o-desgaste-da-democracia-representativa.html
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No artigo "O desgaste da democracia representativa moderna" [*] abordei a construção do atual modelo político dominante dentro dos seus contextos históricos e sociais, e mostrei os mecanismos implantados para castrar o "perigo" que representava o sufrágio nas mãos das classes subalternas que, por ser maioria, poderia conquistar direitos e reduzir os privilégios e até ameaçar a dominação das classes dominantes.
Em termos de Brasil, o quociente eleitoral é um desses mecanismos de castração. Ele exerce a pressão eleitoreira, joga as candidaturas para a aceitação das regras sujas do jogo, a fazer alianças espúrias para se eleger, e no final das contas manter as coisas como elas estão. À maioria daqueles que rejeitam entrar neste rio imundo resta a marginalidade política. E a maioria dos que adentram nele saem contaminados com o vírus do comprometimento com a manutenção do estado de coisas.
A notícia veiculada abaixo apenas corrobora o anteriormente esposto.
22/10/2010 - 12h44
Apenas 35 dos 513 deputados foram eleitos com seus próprios votos
Da Agência Câmara
Levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) indica que, segundo o resultado preliminar das eleições, apenas 35 dos 513 deputados federais eleitos alcançaram individualmente o quociente eleitoral nos seus Estados.
Os demais foram eleitos com ajuda de "puxadores" de votos, deputados que recebem votos em massa e carregam alguns colegas de seus partidos. Isso ocorre pelo cálculo do quociente eleitoral.
Em 2006, 32 foram eleitos ou reeleitos com os seus próprios votos, sem precisar dos votos das suas coligações.
Bahia, Pernambuco e Minas Gerais elegeram cinco parlamentares cada nessa situação. Ceará, Goiás, Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo têm dois eleitos cada. Acre, Distrito Federal, Piauí, Paraná, Rondônia e Roraima contam com um representante cada.
Considerando os partidos, PT e PMDB elegeram sete cada; PSB, cinco; PR, quatro; PSDB, DEM e PP, dois; e PTB, PPS, PDT, PSC, PSOL e PCdoB, um.
O humorista Tiririca, que conquistou 1,3 milhão de votos pelo Partido da República em São Paulo, teve votos suficientes para ajudar a eleger mais 3,5 deputados de sua coligação.
Por outro lado, deputados com votação expressiva não foram eleitos. No Rio Grande do Sul, a deputada Luciana Genro (PSOL) não conseguiu ser reeleita, apesar de ter recebido 129 mil votos - a deputada não eleita mais votada do Brasil.
Para o líder do PSOL na Câmara, deputado Ivan Valente (SP), o sistema atual cria distorções “monstruosas” quando se trata de coligações partidárias, porque nem sempre o candidato “puxado” segue a mesma ideologia do mais votado.
- Disponível em:
UOL - Últimas notícias
http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/2010/10/22/apenas-35-dos-513-deputados-foram-eleitos-com-seus-proprios-votos.jhtm
Último Segundo
http://ultimosegundo.ig.com.br/eleicoes/apenas+35+dos+513+deputados+foram+eleitos+com+os+proprios+votos/n1237810290734.html
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[*] O desgaste da democracia representativa moderna (09/09/2010):
http://blogdomonjn.blogspot.com/2010/09/o-desgaste-da-democracia-representativa.html
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Dilma, Serra e as privatizações
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Como no segundo turno da eleição presidencial de 2006, foi colocado novamente no debate a importante questão das privatizações. E como em 2006, a candidatura petista aponta corretamente o caráter privatista dos tucanos mas dissimula ao apresentar-se como os campeões da anti-privatização.
Ainda no primeiro mandato, Lula privatizou os bancos federalizados do Maranhão e do Ceará, deu sequência às privatizações das bacias petrolíferas, privatizou terras na Amazônia com a Lei de Gestão das Florestas Públicas e criou as privatizantes "Parcerias-Público-Privadas".
Apesar de tudo isso, Lula não se acanhou em atacar as privatizações tucanas e, sem ficar nem um pouquinho ruborizado, se apresentar como o candidato anti-privatista.
http://www.youtube.com/watch?v=P_JD5HG9hSs&feature=related
Passada a eleição e reempossado para o novo mandato, Lula anunciou a privatização de 3260 quilômetros de rodovias federais - quase quatro vezes mais rodovias do que privatizou Fernando Henrique. A principal beneficiada nesse processo foi a espanhola OHL. [1]
Além das rodovias o Governo Lula privatizou também ferrovias, hidrelétricas e já deixou engatilhado para 2011 a privatização dos aeroportos. [2]
Embora um dos principais argumentos para a privatização seja a limitação da capacidade de investimento do Estado [3], o Governo Lula repete o seu antecessor na entrega de vultuosos recursos do BNDES para os empresários investirem. A OHL, que arrematou a maioria das rodovias, já recebeu mais de 1,2 bilhões [4]; o consórcio que ficou com a Hidrelétrica Jirau contou com 7,2 bilhões; Odebrecht e Furnas, que ficaram com a Hidrelétrica Santo Antônio, receberam R$ 6,1 bilhões [5]. Isso só para ficar com alguns exemplos, pois empresas como a Oi e a Vale, entre outras, têm recebido muitos recursos do BNDES para ampliar seus investimentos.
Se tudo isso já não fosse o suficiente, tem-se a própria Dilma defendendo, desde 2007 [6], a privatização da Infraero. Defesa que ela tem mantido na campanha eleitoral.
http://www.youtube.com/watch?v=9pKHOqd7FBA
http://www.youtube.com/watch?v=LtmETXcS9xc
Logo, se o voto anti-privatização não pode ser dado a Serra, tampouco pode ser dado a Dilma.
___________________________________________________________
[1] Porque Lula "é o cara"! (01/01/2010):
http://blogdomonjn.blogspot.com/2010/01/porque-lula-e-o-cara.html
[2] Anac aprova regras para concessão de aeroporto (25/08/2010):
http://www.agenciat1.com.br/2566-anac-aprova-regras-para-concessao-de-aeroporto/
Sinal verde para privatizar aeroporto:
http://www.federasul.com.br/noticias/noticiaDetalhe.asp?idNoticia=12240&CategoriaNome=Economico
[3] Lula & FHC: até as justificativas para privatizar são iguais! (07/01/2010):
http://blogdomonjn.blogspot.com/2010/01/lula-fhc-ate-as-justificativas-para.html
[4] Veja quanto receberam os grupos mais favorecidos pelo BNDES (08/08/2010):
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/779517-veja-quanto-receberam-os-grupos-mais-favorecidos-pelo-bndes.shtml
[5] BNDES aprova maior financiamento de sua história para a usina Jirau (18/02/2009):
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u506028.shtml
[6] Abertura de capital da Infraero é prioridade, diz Dilma (22/10/2007):
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2007/10/22/abertura_de_capital_da_infraero_233_prioridade_diz_dilma_1054236.html
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Como no segundo turno da eleição presidencial de 2006, foi colocado novamente no debate a importante questão das privatizações. E como em 2006, a candidatura petista aponta corretamente o caráter privatista dos tucanos mas dissimula ao apresentar-se como os campeões da anti-privatização.
Ainda no primeiro mandato, Lula privatizou os bancos federalizados do Maranhão e do Ceará, deu sequência às privatizações das bacias petrolíferas, privatizou terras na Amazônia com a Lei de Gestão das Florestas Públicas e criou as privatizantes "Parcerias-Público-Privadas".
Apesar de tudo isso, Lula não se acanhou em atacar as privatizações tucanas e, sem ficar nem um pouquinho ruborizado, se apresentar como o candidato anti-privatista.
http://www.youtube.com/watch?v=P_JD5HG9hSs&feature=related
Passada a eleição e reempossado para o novo mandato, Lula anunciou a privatização de 3260 quilômetros de rodovias federais - quase quatro vezes mais rodovias do que privatizou Fernando Henrique. A principal beneficiada nesse processo foi a espanhola OHL. [1]
Além das rodovias o Governo Lula privatizou também ferrovias, hidrelétricas e já deixou engatilhado para 2011 a privatização dos aeroportos. [2]
Embora um dos principais argumentos para a privatização seja a limitação da capacidade de investimento do Estado [3], o Governo Lula repete o seu antecessor na entrega de vultuosos recursos do BNDES para os empresários investirem. A OHL, que arrematou a maioria das rodovias, já recebeu mais de 1,2 bilhões [4]; o consórcio que ficou com a Hidrelétrica Jirau contou com 7,2 bilhões; Odebrecht e Furnas, que ficaram com a Hidrelétrica Santo Antônio, receberam R$ 6,1 bilhões [5]. Isso só para ficar com alguns exemplos, pois empresas como a Oi e a Vale, entre outras, têm recebido muitos recursos do BNDES para ampliar seus investimentos.
Se tudo isso já não fosse o suficiente, tem-se a própria Dilma defendendo, desde 2007 [6], a privatização da Infraero. Defesa que ela tem mantido na campanha eleitoral.
http://www.youtube.com/watch?v=9pKHOqd7FBA
http://www.youtube.com/watch?v=LtmETXcS9xc
Logo, se o voto anti-privatização não pode ser dado a Serra, tampouco pode ser dado a Dilma.
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[1] Porque Lula "é o cara"! (01/01/2010):
http://blogdomonjn.blogspot.com/2010/01/porque-lula-e-o-cara.html
[2] Anac aprova regras para concessão de aeroporto (25/08/2010):
http://www.agenciat1.com.br/2566-anac-aprova-regras-para-concessao-de-aeroporto/
Sinal verde para privatizar aeroporto:
http://www.federasul.com.br/noticias/noticiaDetalhe.asp?idNoticia=12240&CategoriaNome=Economico
[3] Lula & FHC: até as justificativas para privatizar são iguais! (07/01/2010):
http://blogdomonjn.blogspot.com/2010/01/lula-fhc-ate-as-justificativas-para.html
[4] Veja quanto receberam os grupos mais favorecidos pelo BNDES (08/08/2010):
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/779517-veja-quanto-receberam-os-grupos-mais-favorecidos-pelo-bndes.shtml
[5] BNDES aprova maior financiamento de sua história para a usina Jirau (18/02/2009):
http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u506028.shtml
[6] Abertura de capital da Infraero é prioridade, diz Dilma (22/10/2007):
http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2007/10/22/abertura_de_capital_da_infraero_233_prioridade_diz_dilma_1054236.html
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sexta-feira, 15 de outubro de 2010
O voto do segundo turno
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O voto do segundo turno tem que ser contra as privatizações.
O voto do segundo turno tem que ser contra o modelo econômico neoliberal.
O voto do segundo turno tem que ser contra os conchavos políticos.
O voto do segundo turno tem que ser contra a impunidade dos corruptos.
O voto do segundo turno tem que ser contra os privilégios dos políticos.
O voto do segundo turno tem que ser contra a demagogia eleitoreira.
O voto do segundo turno tem que ser contra a criminalização dos movimentos sociais. [1]
O voto do segundo turno tem que ser contra os ataques aos direitos dos trabalhadores.
O voto do segundo turno tem que ser contra os ataques aos aposentados.
O voto do segundo turno tem que ser contra os privilégios dos banqueiros.
O voto do segundo turno tem que ser contra a doação de dinheiro público às grandes corporações.
O voto do segundo turno tem que ser contra o apoio às sanções do imperialismo aos povos que quer subjugar. [2]
O voto do segundo turno tem que ser contra o apoio às aventuras bélicas do imperialismo. [3]
O voto do segundo turno tem que ser contra a concentração da riqueza.
O voto do segundo turno tem que ser contra a grilagem de terras.
O voto do segundo turno tem que ser contra o latifúndio.
O voto do segundo turno tem que ser contra o agronegócio.
O voto do segundo turno tem que ser pela reforma agrária.
O voto do segundo turno tem que ser pelo meio ambiente.
O voto do segundo turno tem que ser em favor do povo pobre.
O voto do segundo turno tem que ser pela justiça social.
O voto do segundo turno tem que ser pela liberdade da mídia alternativa. [4]
O voto do segundo turno tem que ser pelo respeito a diversidade.
O voto do segundo turno tem que ser por um relação fraterna e sincera com os povos dos outros países. [5]
Por tudo isso o voto do segundo turno não pode ser dado à José Serra.
Por tudo isso o voto do segundo turno não pode ser dado à Dilma Rousseff também.
A mobilização social é a arma mais poderosa que o povo deve usar para mudar a realidade presente.

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Observações:
[1] Lula chamou os sem-terras de vândalos e ironizou a luta pela redução da jornada de trabalho empreendida pelos trabalhadores do INSS:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091010/not_imp448774,0.php
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/791700-lula-critica-greve-de-peritos-do-inss-e-diz-que-reducao-de-jornada-virou-mania.shtml
[2] Lula assinou as sanções ao Irã impostas pela ONU e desejadas pelos EUA:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI162047-15223,00.html
[3] Depois de invadir o Haiti e depor o seu presidente eleito, em 2004, os EUA pediram para o Brasil dar sequência ao seu serviço sujo, trabalho que o país governado por Lula realiza até os dias de hoje:
http://blogdomonjn.blogspot.com/2010/01/como-o-brasil-foi-parar-no-haiti.html
[4] O Governo Lula fechou mais rádios comunitárias do que Fernando Henrique Cardoso.
[5] A relação de Lula com os outros países tem sido marcada pela ampliação dos negócios das classes dominantes brasileiras, que têm conseguido bons negócios no exterior, e ao imperialismo, que encontrou no Brasil um bombeiro eficiente que atua na tentativa de apagar a chama dos processos latinos mais radicalizados buscando domesticá-los e conciliá-los com o imperialismo.
http://blogdomonjn.blogspot.com/2010/01/porque-lula-e-o-cara.html
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O voto do segundo turno tem que ser contra as privatizações.
O voto do segundo turno tem que ser contra o modelo econômico neoliberal.
O voto do segundo turno tem que ser contra os conchavos políticos.
O voto do segundo turno tem que ser contra a impunidade dos corruptos.
O voto do segundo turno tem que ser contra os privilégios dos políticos.
O voto do segundo turno tem que ser contra a demagogia eleitoreira.
O voto do segundo turno tem que ser contra a criminalização dos movimentos sociais. [1]
O voto do segundo turno tem que ser contra os ataques aos direitos dos trabalhadores.
O voto do segundo turno tem que ser contra os ataques aos aposentados.
O voto do segundo turno tem que ser contra os privilégios dos banqueiros.
O voto do segundo turno tem que ser contra a doação de dinheiro público às grandes corporações.
O voto do segundo turno tem que ser contra o apoio às sanções do imperialismo aos povos que quer subjugar. [2]
O voto do segundo turno tem que ser contra o apoio às aventuras bélicas do imperialismo. [3]
O voto do segundo turno tem que ser contra a concentração da riqueza.
O voto do segundo turno tem que ser contra a grilagem de terras.
O voto do segundo turno tem que ser contra o latifúndio.
O voto do segundo turno tem que ser contra o agronegócio.
O voto do segundo turno tem que ser pela reforma agrária.
O voto do segundo turno tem que ser pelo meio ambiente.
O voto do segundo turno tem que ser em favor do povo pobre.
O voto do segundo turno tem que ser pela justiça social.
O voto do segundo turno tem que ser pela liberdade da mídia alternativa. [4]
O voto do segundo turno tem que ser pelo respeito a diversidade.
O voto do segundo turno tem que ser por um relação fraterna e sincera com os povos dos outros países. [5]
Por tudo isso o voto do segundo turno não pode ser dado à José Serra.
Por tudo isso o voto do segundo turno não pode ser dado à Dilma Rousseff também.
A mobilização social é a arma mais poderosa que o povo deve usar para mudar a realidade presente.

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Observações:
[1] Lula chamou os sem-terras de vândalos e ironizou a luta pela redução da jornada de trabalho empreendida pelos trabalhadores do INSS:
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091010/not_imp448774,0.php
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/791700-lula-critica-greve-de-peritos-do-inss-e-diz-que-reducao-de-jornada-virou-mania.shtml
[2] Lula assinou as sanções ao Irã impostas pela ONU e desejadas pelos EUA:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI162047-15223,00.html
[3] Depois de invadir o Haiti e depor o seu presidente eleito, em 2004, os EUA pediram para o Brasil dar sequência ao seu serviço sujo, trabalho que o país governado por Lula realiza até os dias de hoje:
http://blogdomonjn.blogspot.com/2010/01/como-o-brasil-foi-parar-no-haiti.html
[4] O Governo Lula fechou mais rádios comunitárias do que Fernando Henrique Cardoso.
[5] A relação de Lula com os outros países tem sido marcada pela ampliação dos negócios das classes dominantes brasileiras, que têm conseguido bons negócios no exterior, e ao imperialismo, que encontrou no Brasil um bombeiro eficiente que atua na tentativa de apagar a chama dos processos latinos mais radicalizados buscando domesticá-los e conciliá-los com o imperialismo.
http://blogdomonjn.blogspot.com/2010/01/porque-lula-e-o-cara.html
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segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Mídia "livre": Rage Against censurado?
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O Multishow, canal fechado da Rede Globo, teria censurado um trecho do show da banda Rage Against The Machine, no Festival SWU, ocorrido neste final de semana na cidade de Itu, em São Paulo. A transmissão foi interrompida, misteriosamente, quando o guitarrista Tom Morello colocou o boné do MST e o vocalista Zack de la Rocha anunciou que dedicaria a música "People Of The Sun" aos integrantes do movimento camponês brasileiro.
Mais tarde, em mensagem no Twitter, Morello afirmou que o som foi cortado:
"this is how it ended. I understand the network cut away when I put on the MST hat. That means we're winning".
A banda anticapitalista americana já foi censurada várias vezes dentro do seu próprio país tendo sido proibida de realizar shows em vários Estados da "terra da liberdade".
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Rage Against the Machine dedica música ao MST em show em São Paulo (10/10/2010):
http://www.mst.org.br/Rage-against-the-Machine-dedica-musica-ao-MST
Fotos RATM (10/10/2010):
http://www.mst.org.br/node/10738
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O Multishow, canal fechado da Rede Globo, teria censurado um trecho do show da banda Rage Against The Machine, no Festival SWU, ocorrido neste final de semana na cidade de Itu, em São Paulo. A transmissão foi interrompida, misteriosamente, quando o guitarrista Tom Morello colocou o boné do MST e o vocalista Zack de la Rocha anunciou que dedicaria a música "People Of The Sun" aos integrantes do movimento camponês brasileiro.
Mais tarde, em mensagem no Twitter, Morello afirmou que o som foi cortado:
"this is how it ended. I understand the network cut away when I put on the MST hat. That means we're winning".
A banda anticapitalista americana já foi censurada várias vezes dentro do seu próprio país tendo sido proibida de realizar shows em vários Estados da "terra da liberdade".
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Rage Against the Machine dedica música ao MST em show em São Paulo (10/10/2010):
http://www.mst.org.br/Rage-against-the-Machine-dedica-musica-ao-MST
Fotos RATM (10/10/2010):
http://www.mst.org.br/node/10738
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