terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Pinheirinho: PM ataca moradores em alojamento da Prefeitura

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Ainda estou reunindo materiais sobre a infame desocupação do Pinheirinho ocorrida na manhã do último domingo. Mas como não cessa de serem divulgados materiais na mídia alternativa, publico abaixo um vídeo que mostra os moradores sendo agredidos pela PM de São Paulo dentro do alojamento designado pela própria Prefeitura.

Simplesmente absurdo!




http://www.youtube.com/watch?v=nH3OBLdJYTE&feature=youtu.be
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domingo, 22 de janeiro de 2012

Desabafo de um petista sobre os rumos do Governo Tarso

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SUL 21

Opinião Pública

20/01/2012

A matemática está errada?

Por Gilberto Beltrame

Vou fazer uma pequena análise da questão dos pedágios que esta sendo debatido agora pelo governador Tarso Genro. O PT foi contra esse sistema de pedágio desde a sua implantação pelo governo Brito. Quem não lembra a campanha de 1998, onde Olívio é o caminho e Brito é o pedágio . Nas notícias até agora temos a seguinte equação matemática: há muito tempo que as praças de pedágios estão cobrando R$ 6,00, agora as concessionárias dizem que podem permanecer com as praças se o governo der a prorrogação pelo valor de R$ 4,40 e ainda oferecem milhões de reais de investimento. Com isso temos a seguinte conclusão, quando dinheiro essas concessionárias saquearam do povo gaucho nesses últimos 15 anos se agora, para permanecer com a “boquinha”, oferecem a diminuição da tarifa e propõem investimentos maiores que os já postos até aqui, e mesmo assim continuarão com lucro, pois obviamente essas empresas extremamente capitalistas continuarão a ter seus lucros, ou achamos que daqui pra frente elas vão trabalhar no prejuízo?

Essa diferença de R$ 1,60 é o lucro muito além do lucro, pois agora elas podem abrir mão dessa parcela excessiva já que estão ameaçadas de perder as concessões, e para não perder tudo, abrem mão de 27% do valor total da tarifa, que deve ser 100% do seu lucro aproximadamente.

Nesses 15 anos quanto bilhões o povo gaucho pagou a essas empresas, que poderiam ter ficado no bolso do contribuinte e gerado mais consumo em setores essenciais da vida humana, isso sem contar que o contribuinte ainda paga outras vezes, pois cada vez que compra o pão na padaria, no preço do mesmo esta incluído o valor do pedágio das matérias primas e assim numa lógica que não tem fim.

Como militante petista não posso aceitar mais essa do governo Tarso, onde tudo que fomos contra, agora podemos relativizar, isso é nos dizeres da oposição e um “calote eleitoral”.

Gilberto Beltrame é advogado.


Extraído de:
http://sul21.com.br/jornal/2012/01/a-matematica-esta-errada/
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sábado, 21 de janeiro de 2012

USP e PM-SP: uma história que não acabou

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Em novembro do ano passado chamou atenção do país a operação de guerra montada pelo governo tucano de São Paulo contra os estudantes da USP. A grande mídia, que apoiou o ato bestial, fez o trabalho sujo de criminalizar os estudantes, reduzidos a maconheiros e playboys, para justificar a infâmia.

Evidente que a causa da revolta dos estudantes com a PM tinha raízes mais profundas, que a questão era mais ampla e complexa do que o reducionismo apresentado pelo governo e a mídia e que aumentavam a fumaça apenas para diminuir o político. [1]

Mas se alguém ainda tinha alguma dúvida do caráter repressor da PM paulista, que apenas reflete a orientação política autoritária emanada dos gabinetes tucanos, os fatos ocorridos na sequência dessa história lamentável, e que parece não ter fim, não deixam margem para vacilos.

Expulsão de estudantes

Aline Dias Camoles (ECA), Amanda Freire de Sousa (FFLCH), Bruno Belém (ECA), Jéssica de Abreu Trinca (FFLCH), Marcus Padraic Dunne (FFLCH), Yves de Carvalho Souzedo (FFLCH), Paulo Henrique Oliveira Galego (FFLCH) e Yves de Carvalho Souzedo (FFLCH) foram expulsos da USP em 16 de dezembro de 2011 pela Reitoria, por terem participado de uma mobilização que fazia reivindicações estudantis e terminou ocupando a Coordenadoria de Assistência Social (Coseas) em março de 2010.

O ato obscuro e antidemocrático que visa claramente intimidar o movimento estudantil que se enfrenta com os desmandos e opressão da Reitoria e do governo estadual, amparou-se em um Decreto da ditadura militar (52.906/72) "que proíbe a comunidade acadêmica de realizar greves e qualquer tipo de manifestação, como afixar cartazes e fazer propagandas políticas." [2]

Truculência e racismo

No dia 09 de janeiro desse ano uma abordagem policial no DCE terminou com a agressão do estudante Nicolas Menezes Barreto, um aluno negro que cursa Ciências da Natureza na Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH).

O racismo ficou explícito no fato do PM dirigir-se apenas a esse estudante e exigir apenas dele a carteirinha de aluno da Universidade.

Na ação o PM chegou a sacar e apontar a arma para o estudante, como atestam os vídeos divulgados no YouTube.



http://www.youtube.com/watch?v=iNAolrMSioU



http://www.youtube.com/watch?v=oHthT-YtNSo



http://www.youtube.com/watch?v=IeQ9ZVvxLRA


Com a repercussão a PM se viu obrigada a afastar o policial tratando-o como se fosse uma odiosa exceção de abuso. Nada mais falso! A PM de São Paulo é uma das polícias mais violentas do mundo.

Terror no Sintusp

No último dia 12 de janeiro funcionários do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) tiveram desagradáveis surpresas ao adentrar a sede do sindicato pela manhã. Eles se depararam com um forte cheiro de gás vindo do fogão que estava com todas as bocas acesas e mais documentos e pastas espalhados pela sala. Não havia sinais de violação do cadeado e da fechadura.

No final da tarde do dia anterior estudantes e funcionários avistaram policiais à paisana e seguranças da empresa privada EVIK rondando as dependências do sindicato. O que fariam ali?

Em sua nota sobre o ato de sabotagem o Sintusp denuncia a infiltração de agentes do governo nas mobilizações sociais:

"Lembramos que tudo isso aconteceu depois de (a):

Dia 6/1 - Uma estudante grávida ter sido agredida (por “agentes” da guarda universitária na presença de policiais militares) e depois acompanhada, por diretor do sindicato, ao 91º Distrito Policial para registro de boletim de ocorrência e exame de corpo de delito.

Dia 9/1 - Intervenção de diretores do Sintusp (no caso Nicolas - estudante da USP espancado pelo sargento PM André Ferreira, no espaço do DCE/USP) e da acirrada discussão com os policiais e guardas universitários, evitando a continuidade das atrocidades.

Dia 9/1 – Publicação na Revista Fórum (jan/2012) sobre espionagem na USP. Com apresentação de documentos que a Revista teve acesso, como relatórios de agentes infiltrados em reuniões da diretoria do sindicato, da Associação dos Docentes da USP, reuniões e assembléias de estudantes e funcionários, além do monitoramento de médicos e funcionários do Hospital Universitário e até Diretores de Unidades da Universidade.

Dia 10/1 – entrevista coletiva do estudante Nicolas a diversas emissoras de TV, falando sobre a agressão e a ação policial e de “membros” da guarda universitária. Gravação sugerida e organizada por diretores do Sintusp." [3]

Intervenção em assembléias de trabalhadores

Os golpes dos tucanos nos direitos democráticos mais básicos não se restringem à USP. No mesmo mês (novembro) em que promovia uma obscura operação de guerra contra os estudantes universitários a PM também foi acionada para violar o direito de organização e manifestação de trabalhadores de duas multinacionais.

Primeiro foi na francesa Saint-Gobain Abrasivos e Cerâmicas, instalada em Vinhedo. Os trabalhadores que reivindicavam reajuste salarial, mais participação no PLR, cesta básica, plano de cargos e salários, convênio médico e odontológico e o fim do assédio moral, viram a PM tentar impedir na marra a sua participação na greve. Os policiais tentaram forçar a entrada na fábrica dos ônibus que transportavam os trabalhadores. [4]



http://www.youtube.com/watch?v=9QrYytkkuRg&feature=youtu.be


Depois foi na Johnson & Johnson, em São José dos Campos, onde até o Batalhão de Choque foi acionado. Os trabalhadores foram impedidos pela PM de descer dos ônibus e participar da assembléia, os motoristas dos mesmos chegaram a ser obrigados a passar por cima dos canteiros para entrar na empresa e os trabalhadores que se aproximavam dos ônibus eram agredidos. E assim, ao invés de exercer seus direitos constitucionais de liberdade de organização os trabalhadores viraram reféns da polícia! Aproximadamente 600 funcionários foram obrigados pela PM a entrar na empresa. [5]



http://www.youtube.com/watch?v=kCK6rbtdYVo



http://www.youtube.com/watch?v=GfDsmLt3bEk


Os amigos do status quo podem tudo!

Espionagem, sabotagem, repressão, terrorismo, perseguição, proibição de exercício de direitos democráticos ... os amigos do status quo podem tudo que mesmo assim continuam a ser celebrados como os campeões da democracia e das liberdades.

Os fatos, muitos registrados, mostram que os abusos ocorridos na USP não se tratam de casos isolados mas de um modos operandi que se estende aos movimentos sociais nas mais variadas ocasiões e instâncias no Estado de São Paulo. Os golpes dos cacetetes e os tiros de balas da PM começam a ser desferidos nos gabinetes tucanos e exprimem o seu mais sórdido ódio de classe.


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[1] USP: aumentando a fumaça para diminuir o político
http://blogdomonjn.blogspot.com/2011/11/usp-aumentando-fumaca-para-diminuir-o.html

[2] USP expulsa estudantes com base no Decreto da Ditadura Militar
http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/noticias/2326-usp-expulsa-estudantes-com-base-em-decreto-da-ditadura-militar

[3] Criminosa sabotagem no Sintusp – Sindicato dos Trabalhadores da USP (Boletim nº 02, 19/01/2012):
http://www.sintusp.org.br/index2.php?titulo=Criminosa%20sabotagem%20no%20Sintusp%20%E2%80%93%20Sindicato%20dos%20Trabalhadores%20da%20USP&PHPSESSID=d7a649c67d5076042479b7225e0e9e2c

[4] Saint-Gobain não negocia e, com a polícia, tenta forçar entrada de trabalhadores em Vinhedo (23/11/2011):
http://zequinhabarreto.org.br/?p=15801

Vídeos da greve de 13 dias na Saint-Gobain, em Vinhedo (06/12/2011):
http://www.quimicosunificados.com.br/5266/videos-da-greve-de-13-dias-na-saint-gobain-em-vinhedo/

[5] Em repúdio à repressão contra os trabalhadores da Johnson de São José dos Campos. Pronunciamento do Deputado Federal Ivan Valente (PSOL/SP) no plenário da Câmara dos Deputados em 24/11/2011.
http://psol50sp.org.br/blog/2011/11/24/em-repudio-a-repressao-contra-os-trabalhadores-da-johnson-de-sao-jose-dos-campos/

Polícia volta a barrar assembleia dos grevistas da Johnson & Johnson em São José
http://www.redebrasilatual.com.br/temas/trabalho/2011/11/policia-volta-a-impedir-assembleia-dos-quimicos-da-johnson-johnson-em-sao-jose

Funcionários da Johnson & Johnson paralisam atividades e entram em confronto com a PM (23/11/2011):
http://www.radiopiratininga.com.br/textos.php?key=750_noticias&idc=8886
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Todo o apoio aos moradores do Pinheirinho!

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A comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos, interior de São Paulo, tem resistido, com uma bravura comovente e inspiradora, à especulação imobiliária que, em conluio com as instituições do regime "democrático", os ameaçam não apenas de despejo mas de violar a sua própria integridade física.

O caso, que merece o apoio de todos aqueles que se indignam contra as injustiças, expõe a falta de uma política habitacional séria e realmente comprometida com a necessidade básica de moradia e não programas que atendem aos interesses dos especuladores como vem sendo praticado no Brasil nos últimos anos, com o apoio e incentivo do governo federal.



13/01/2012 - Pelo direito à moradia; prefeitura e justiça perseguem favelados do Pinheirinho; problema da habitação não será resolvido à força policial e muito menos com liminar suspeita

Pelo direito à moradia

Moradores do Pinheirinho enfrentam os interesse dos rico$ e são ameaçados de despejo

Por Sindipetro-SJC


A ocupação popular do Pinheirinho, na zonal sul de São José dos Campos/SP, enfrenta uma campanha massiva de ataques na justiça e na internet porque mostra para a sociedade que existe pobre nesta cidade e que não há programa habitacional. É preciso conhecer a fundo e analisar com consciência todas as questões envolvidas na disputa para não cair na conversa da prefeitura, da mídia e da especulação imobiliária e criminalizar seres humanos que lutam pelo direito legítimo à moradia.

O início

A favela do Pinheirinho começou em 2004 com 150 famílias vindas de outras ocupações da cidade e por causa da falta de política de habitação na cidade. No final de 2003, essas famílias se cansaram de acreditar na promessa da prefeitura e ocuparam 150 casas da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano), no Campo dos Alemães. Eles foram expulsos do local e como não tinham para onde ir ocuparam um campo de futebol conhecido como "Campão do Campo dos Alemães".

O número de favelados na cidade não parava de crescer. Os sem-teto já somavam 240 famílias e foram para a área do Pinheirinho. A prefeitura, para se livrar do problema naquele momento e fingir que não existia favelado na cidade, prometeu cadastrar os sem-teto nos programas habitacionais em troca da desocupação do Campão.

Ocupação sim, invasão não

Vale ressaltar que os favelados não são invasores, pois a definição de invasão é: "a entrada, em uma determinada área, de um novo tipo de habitantes que tendem a deslocar os habitantes anteriores ou a fundir-se com eles". Por isso, invadir uma casa deslocando uma família do local é invasão. No caso do Pinheirinho, trata-se de uma ocupação de um terreno abandonado pela massa falida da Selecta, que pertence ao mega-especulador e criminoso financeiro Naji Najas.

A função social da terra

Esse terreno não cumpre nenhuma função social há décadas, quando até a Constituição burguesa determina que toda terra cumpra a função social de alojar o homem ou para ele propiciar o sustento. Os impostos do terreno nunca foram pagos e, hoje, somam R$ 15 milhões. Sem contar que a posse do terreno é suspeita de fraude cartorial, pois os primeiros e já falecidos donos da área não têm nenhuma relação com a empresa Selecta e nem venderam o terreno para a empresa falida.

A fraude da Selecta

O criminoso financeiro Naji Nahas ficou conhecido por especular e faturar com fraudes operando ações da Vale (ex-Vale do Rio Doce), do Banco do Brasil e da Petrobras. Ele criava resultados no mercado que não existiam de verdade. O especulador cumpriu prisão em 1989, quando já havia montado um império fraudulento de quase 30 empresas agrupadas na holding Selecta Indústria e Comércio. A Selecta é suspeita de falência fraudulenta por ter decretado concordata para fugir de um rombo de US$ 40 milhões. Para não pagar, Najas fechou a empresa e contou com a ajuda da justiça, que decretou falência, para não pagar o que devia. É essa empresa fraudulentamente falida que deve R$ 15 milhões para São José em impostos atrasados que quer a área do Pinheirinho.

Ainda sem programa habitacional

Com o passar dos anos, o problema habitacional na cidade só cresceu e a prefeitura não criou casas populares para retirar os moradores da favela Pinheirinho. A farsa da lista da habitação dura décadas. Os moradores do Pinheirinho ficaram oito anos no local e não foram chamados para nenhum programa de casas populares, como foi prometido à época da desocupação do Campão de futebol. Essas pessoas estão há oito anos esperando uma casa popular e até agora nada. A farsa dos programas habitacionais em São José serve apenas para desalojar trabalhadores de determinadas regiões de interesse da especulação imobiliária, como a Vila Rossi ou os bairros perto do rio Cambuí. A prefeitura desaloja pessoas com casa e empurra para casas populares que deveriam ser usadas para resolver o problema das favelas, como o Pinheirinho. É a higienização tucana, o prefeito esconde os pobres para fazer de conta que não existe pobreza ou simplesmente para favorecer intere$$es imobiliário$ das construtoras.

Sem casas populares, a favela do Pinheirinho só cresceu as margens da falta de saneamento básico, água encanada, asfalto, iluminação pública etc. Hoje, o bairro representa um tapa na cara da prefeitura que finge que não existe pobre e falta de moradias na cidade. Logo, pobre tem que ser desalojado custe o que custar, mesmo que seja pondo em risco a integridade física das pessoas. Agora como uma empresa falida pode requerer a posse de um terreno em débito com a prefeitura só a juíza de São José que quer despejar o Pinheirinho pode dizer.

Perseguição

No mundo capitalista em que vivemos, não importa o que você é, importa o que você tem. Logo, favelado não tem valor porque não tem dinheiro. E se não tem valor passa a ser o alvo da mídia (que vende o consumismo/capitalismo), do poder público e da justiça, que só funciona para prender ladrão de galinha. Já o criminoso financeiro Naji Najas não esquentou um banco de prisão muito tempo. Na verdade, só poucos meses.

Por isso, os moradores do Pinheirinho vivem sem água encanada, rede de esgoto, galerias pluviais, eletricidade, asfalto e ainda são marginalizados pela sociedade. Eles têm dificuldade de encontrar emprego quando dizem o bairro que moram, sofrem com as chuvas que gotejam dentro dos casebres (muitos de sobras de madeira) e enlameiam o local e ainda, muitas vezes, são tratados como marginais. Para sair da idade das trevas, quando não existia eletricidade, muitos moradores foram obrigados a apelar para gatos de luz e água durante esses longos oito anos para ter o mínimo de condições de sobrevivência. Isso ao mesmo tempo em que o prefeito mandou cercar o bairro em que mora no centro da cidade para valorizar com a especulação imobiliária.

Assim, essa campanha de difamação e calúnia é resultado do preconceito de que pobre é vagabundo. Todos os moradores do Pinheirinho querem pagar a sua casinha popular, mas querem que o poder público os enxergue, assuma que eles existem. Já que a prefeitura nunca lhes ofereceu moradia, então basta apenas não persegui-los. Muito ajuda quem não atrapalha.

A legalização das moradias

O governo estadual e o governo federal já demonstraram interesse em resolver a questão, mas a prefeitura não deixa. Incapaz de resolver o problema, o prefeito ainda impede que as outras esferas do poder público tentem resolver a questão se negando a cadastrar o Pinheirinho em uma lista de programa habitacional. Um departamento da USP (Universidade de São Paulo) já estuda um projeto de moradias populares para o Pinheirinho, que é a maior ocupação urbana da história do país. Até o famoso e importante arquiteto Oscar Niemayer já havia proposto o mesmo.

O poder municipal parece ignorar o fato de que milhares de favelados (cerca de 7 mil pessoas vivem no local) não vão simplesmente desaparecer só porque ele e uma juíza arbitrária de São José resolveram perseguir os pobres. A prefeitura teve oito anos para resolver o problema e não o fez. Agora quer desalojar os moradores do local sem nenhum tipo de proposta de habitação popular e a base de força policial. É a perseguição arbitrária, irresponsável de trabalhadores pobres e ataque a dignidade humana. Todo ser humano merece respeito! A área já deveria ter sido desapropriada em função da dívida com a cidade e o local destinado a moradias populares. Na canetada e na perseguição, nem prefeito e nem juíza (que insiste em uma liminar absolutamente suspeita) vão resolver o problema da moradia. Com perseguição e violência, muito menos!

Extraído de:
http://www.sindipetrosjc.org.br/noticias.php?not=460
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

No país da saúde perfeita[*] famílias gastam mais que o Estado

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Famílias gastam com saúde 29,5% mais que o governo

Por Daniela Amorim e Luciana Nunes Leal | Agência Estado - 18/01/2012

O gasto per capita da administração pública, que inclui as esferas de governo federal, estadual e municipal, em bens e serviços de saúde foi de R$ 645,27 em 2009, segundo o levantamento Conta-Satélite de Saúde 2007-2009, um detalhamento das contas nacionais, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a despesa per capita das famílias com saúde no mesmo período foi 29,5% maior, cerca de R$ 835,65.

Embora as despesas com saúde aumentem ano a ano, a diferença permanece considerável entre os gastos privados e os gastos públicos. Em 2008, o gasto per capita com saúde do setor público foi de R$ 566,43, enquanto o gasto privado por pessoa foi de R$ 758,21. Em 2007, a administração pública despendeu com saúde R$ 502,36 por pessoa, enquanto as famílias gastaram R$ 698,98.

De acordo com o IBGE, o aumento dos gastos públicos e privados em saúde está diretamente ligado ao envelhecimento da população. "A população vai ficando mais velha, usa mais serviços de saúde, porque as pessoas vivem mais", explicou Ricardo Montes Moraes, gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE.

Foi a primeira vez que o IBGE calculou a despesa per capita com saúde no País. A publicação teve uma edição anterior, referente ao período de 2005 a 2007, mas não continha esse tipo de comparação.

O estudo mostrou ainda que as famílias são responsáveis por 56,4% das despesas totais com saúde e o setor público por 43,6%. A distância era ainda maior em 2007, 58,2% a 41,8%, respectivamente, mas continua muito longe da proporção de países como Alemanha, França e Bélgica, onde o setor público responde por mais de 70% dos gastos em saúde.

De cada R$ 100 gastos pelas famílias com saúde, R$ 38,40 vão para remédios e outros bens, como aparelhos e instrumentos médicos; R$ 52,7 vão para serviços e R$ 8,90 para planos de saúde. Em 2009, os brasileiros gastaram R$ 60,2 bilhões em medicamentos e outros bens, R$ 82,8 bilhões no pagamento de serviços e R$ 13,9 bilhões em planos de saúde.

Os dados mostram o aumento expressivo dos gastos com remédios, que passaram de R$ 48,8 bilhões em 2008 para R$ 56,1 bilhões em 2009. Os gastos com hospitais ficaram estagnados, enquanto houve grande crescimento dos pagamentos por serviços não hospitalares (consultórios, clínicas, laboratórios, exames), que passaram de R$ 49,8 bilhões para R$ 57 bilhões.

Já o setor público gastou R$ 6,3 bilhões (5%) em medicamentos distribuídos gratuitamente para a população, o que não inclui remédios aplicados em pacientes de hospitais e postos de saúde. O maior peso dos gastos públicos, de R$ 102,2 bilhões em 2009 (82,7%), foi aplicado em saúde pública (serviços de atenção à saúde, vacinação, postos de saúde, vigilância sanitária).

Despesas com hospitais públicos e com pagamentos do Sistema Único de Saúde (SUS) a hospitais privados somaram R$ 14,9 bilhões (12,1%).


Extraído de:
http://br.noticias.yahoo.com/fam%C3%ADlias-gastam-sa%C3%BAde-29-5-governo-125800577.html

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[*] "Em 2006, em um de seus ensaios dos “nunca antes na História deste país”, Lula afirmou que a saúde pública no Brasil estava à beira da perfeição. Se tal assertativa já poderia ser contrastada com as filas quilométricas e intermináveis nos hospitais públicos, com as precárias condições dos estabelecimentos, com as mortes de pacientes por falta de atendimento, entre outras calamidades, em 2008, um estudo divulgado pela Fundação Instituto de Administração (FIA), ligada à Universidade de São Paulo (USP), demonstrou que o investimento do Estado, por pessoa, com o setor, era similar ao de 15 anos atrás, ou seja, ao do início dos anos 90.

Quando se compara o arrecadado com o investido o Brasil tem um dos percentuais mais baixos da América Latina (8,7%), quase a metade da Argentina (16,5%) e da Venezuela (16,7%), quase um terço do México (24,2%) e mais de quatro vezes menos do que a Colômbia (37,6%). (NoMinuto, 14/03/2008)"

Lula: ruptura ou continuidade de FHC?
http://blogdomonjn.blogspot.com/2010/11/lula-ruptura-ou-continuidade-de-fhc.html
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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Privataria Petista

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Seguindo as pegadas das privatarias tucanas as privatarias petistas também são regadas a muito dinheiro público.


QUINTA 19.01.2012

O GLOBO - ECONOMIA

BNDES poderá financiar até 80% de investimentos em aeroportos privatizados

Recursos poderão ser usados em Brasília, Viracopos e Guarulhos

RIO - O BNDES poderá financiar até 80% do investimento nos aeroportos dos aeroportos de Brasília, Campinas (Viracopos) e Guarulhos que devem ser privatizados ainda este ano. O processo de concessão dos aeroportos tenta reduzir os gargalos em infraestrutura e assegurar a capacidade de expansão para o aumento da demanda, sobretudo em função da Copa do Mundo de 2014. Até 70% do financiamento poderá ser feito com base na Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 6% ao ano.

A participação do banco poderá ocorrer por meio de apoio corporativo (diretamente para as empresas), ou sob a forma de Project Finance (em que não precisam ser apresentadas garantias financeiras e o próprio fluxo de recursos do empreendimento viabiliza o pagamento no caso das sociedades de propósito específico). Entre as exigências para participação acionária por meio de Fundos de Investimentos (FIPs) está a identificação dos cotistas, do gestor e do administrador. O BNDES poderá compartilhar as garantias dos projetos com outros financiadores de longo prazo.

O banco realizou projeções financeiras para os três aeroportos, com base nos investimentos e custos apontados pelo estudo elaborado pela Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP) e coordenado pela Accenture, de forma a compatibilizar as condições de apoio do BNDES.

Melhorar a eficiência operacional e garantir a ampliação para atendimento da crescente demanda por voos no país, é o objetivo do processo de concessão dos aeroportos. Os prazos de financiamento variam de até 180 meses, no caso de Guarulho e Brasília, e até 240 meses, para Viracopos. O tempo de concessão também é distinto para cada um deles: 20 anos para Guarulhos, 25 para Brasília e 30 para Viracopos.

O prazo para atualização dos recursos é de até 84 meses, com seis de carência. A remuneração básica será de 0,9% ao ano, acrescida da taxa de risco da operação, que pode variar de 0,46% ao ano a 3,57% ao ano. O financiamento será estruturado em parcelas (tranches) com base nas características dos investimentos. Os juros serão pagos trimestralmente durante a carência.


Extraído de:
http://oglobo.globo.com/economia/bndes-podera-financiar-ate-80-de-investimentos-em-aeroportos-privatizados-3718492


Leia também:

A farra da privatização dos aeroportos
http://blogdomonjn.blogspot.com/2011/10/farra-da-privatizacao-dos-aeroportos.html

"A Privataria Tucana" e as "Outras Privatarias"
http://blogdomonjn.blogspot.com/2011/12/privataria-tucana-e-as-outras.html
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domingo, 15 de janeiro de 2012

As sóbrias palavras de um dependente químico

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14/01/2012 - 22h33
'A droga que não uso é o título de eleitor', diz morador da cracolândia

JULIANNA GRANJEIA
DE SÃO PAULO


Wellington, 33, morador de rua e viciado em drogas, ficou responsável por uma das churrasqueiras na esquina da rua Helvétia com a alameda Dino Bueno, onde estava sendo realizado o "churrascão da gente diferenciada" na tarde deste sábado. Cantando e dançando, ele ajudou a servir os moradores da região central de São Paulo que fizeram fila para comer.

"Não tenho palavras para descrever isso. Muita energia positiva. Você não vai perguntar se eu uso drogas? A droga que eu não uso é o título de eleitor. Vocês ficam votando e o que recebemos depois é borrachada", afirmou.

Sebastião Nicomedes de Oliveira, 44, cuidou de outra churrasqueira. Disse que morou nas ruas por quatro anos e outros quatro em albergue, e que não usa drogas. O problema na região da Luz, para ele, é a falta de respeito com quem vive por ali.

"Deveria ter uma casa de convivência aqui, com pessoas que tenham amor, zelo, que ofereçam ajuda. Não é com helicóptero da polícia e borrachada que vão resolver o problema aqui. Essas pessoas são vítimas do descaso", afirmou.

A moradora de rua viciada em crack Eliane Ferreira de Sena, 40, concorda. "Eu estou gostando dessa movimentação de hoje, estou achando bonito que existem pessoas preocupadas com a gente. Nós não estamos certos, a gente sabe disso. Se alguém me oferecesse ajuda agora para largar das drogas e procurar minha família, eu aceitaria", afirma Eliane que, ao avistar os fotógrafos, lembra que não penteou o cabelo e que estava sem maquiagem.

O artesão conhecido como Piauí Ecologista --que já foi viciado em drogas e hoje faz campanha de conscientização sobre o uso-- disse estar inconformado com a forma de como a Polícia Militar está agindo na região.

"Estou há 20 anos sem usar drogas e estou revoltado com o que está acontecendo aqui. Em ano de eleição, os políticos querem mostrar serviço e usar como propagando eleitoral. Nós temos que denunciar os abusos", afirmou.

Piauí fez um discurso de cima de uma das casas usadas pelos viciados para se drogar na alameda Dino Bueno. No final de sua fala, os manifestantes cantaram o Hino Nacional.

O padre Julio Lancelotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua, que estava presente na manifestação, afirmou que o protesto demonstra o descontentamento com a postura higienista adotada para tratar a situação.

"A manifestação trouxe o lúdico, a resistência, o protesto contra a tortura. Há uma sociedade que não concorda e que está preocupada com as ações da PM."

CHURRASCÃO

Ao menos 200 pessoas participaram do "churrascão da gente diferenciada" na cracolândia, região central de São Paulo, na tarde deste sábado.

A manifestação foi organizada por diversas ONGs e grupos, entre eles o coletivo Dar (Desentorpecendo a Razão), a Casa da Cultura Digital e Transparência Hacker, e começou por volta das 16h na esquina da rua Helvétia com a alameda Dino Bueno. Membros do MST e da Igreja Católica e evangélica também participaram.

O evento foi um protesto contra a operação iniciada pela PM na região no dia 3 e pela falta de política pública para os usuários de drogas da cracolândia.

Alguns moradores de rua entraram na festa, aproveitando os comes e bebes e cantando com os manifestantes.

Outros viciados que estavam no local no início do "churrascão", porém, mudaram para outra esquina. Irritados com fotógrafos e jornalistas, eles pediram para não serem fotografados e diziam para quem se aproximava: "A festa é do outro lado".

Policiais tentaram dispersar o grupo, mas minutos depois ele voltava a se reunir.

Um grupo da Transparência Hacker levou seu ônibus para o local e soltou balões de gás hélio coloridos no começo do evento.

"A ideia é registrar, conhecer e ocupar a região. Não é só um problema de política e segurança, é um problema nosso. Para ajudarmos, precisamos conhecer melhor", afirmou Daniela Silva, integrante da ONG.


Extraído de:
http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1034561-a-droga-que-nao-uso-e-o-titulo-de-eleitor-diz-morador-da-cracolandia.shtml

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COMENTÁRIO:


A farsa que é a democracia burguesa está tão evidente que é percebida até por um dependente químico e morador de rua sem "instrução".

As "borrachadas" pós-eleição são distribuídas não apenas nos setores marginalizados mas em todos aqueles que lutam contra as injustiças e desmandos provenientes do status quo.

Na última semana estudantes e trabalhadores de Teresina, no Piauí, não só receberam as "borrachadas" como alguns foram encarcerados. O motivo? A luta contra o aumento das tarifas do transporte coletivo. Em São José dos Campos, no interior de São Paulo, as "borrachadas" podem vir acompanhadas de balas e até de sangue. O motivo? A luta de uma comunidade pelo direito mínimo de moradia ameaçado pela especulação imobiliária.

Em ambos os casos os supostos "representantes do povo" não só deram as costas à maioria que dizem representar como ainda distribuíram as "borrachadas" pós-eleitorais no lombo da maioria para garantir os interesses de uma minoria abastada e privilegiada.

Uma das características das ditaduras é garantir privilégios para uma minoria em detrimento da maioria. Pois a democracia burguesa, desde a sua origem, se caracterizou exatamente por resguardar o interesse de uma minoria em detrimento da maioria. E sempre que esta última não é convencida pela propaganda ideológica ou pelo falso diálogo entram em ação as "borrachadas" e até as balas pós-eleitorais. É por isso que a democracia burguesa não passa de uma ditadura do capital. Na Europa, nem cadeirante tem sido poupado.
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