segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Pobreza "Vitoriana" na Inglaterra

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De acordo com um estudo divulgado no tablóide britânico The Independent o nível de pobreza na Inglaterra estaria em níveis similares aos da Era Vitoriana:

La pobreza en Gran Bretaña podría alcanzar cifras cercanas a las de la Era Victoriana
Martes 1 de Diciembre de 2009

Gran Bretaña enfrenta registros de pobreza parecidos a los de la Era Victoriana (1837-1901) debido a las constantes fallas del gobierno laborista para erradicar el problema, según un amplio estudio de dos años publicado ayer en la prensa británica.

Según The Independent, el informe hecho por la Fabian Society y el Webb Memorial Trust, indicó que con el 20% de la población del Reino Unido que sufre de cierto grado de pobreza, las autoridades deben reformar el sistema impositivo y de asistencia social, para que aquellos que ganan más financien a los más necesitados.

De acuerdo a la investigación "Sociedad de la Solidaridad", que será publicada la semana próxima, la redistribución de la riqueza impulsada por el actual Primer Ministro británico, Gordon Brown, "carece de aprobación pública".

Los autores del documento, Tim Horton y James Gregory, aceptaron que aunque el Laborismo logró progresar en la lucha contra la pobreza desde que asumió en 1997, con la llegada al poder de Tony Blair, especialmente entre los niños y ancianos, sigue siendo un problema en los adultos sin hijos y aquellos desempleados que cobran subsidios estatales.

Tim Horton, director de investigaciones de la Fabian Society, afirmó a The Independent que Gran Bretaña "podría estar al borde de volver a los niveles de pobreza y desigualdad social vistos en la Era Victoriana".

http://diario.elmercurio.cl/detalle/index.asp?id={bb8dab4e-fd69-4b1d-99bf-f6eccfca0bf7}

http://www.independent.co.uk/news/uk/politics/britain-faces-return-to-victorian-levels-of-poverty-1831088.html

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Marx está superado?

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Nildo Viana*

É corrente nos meios acadêmicos a afirmação de que Marx está superado. Até parece aquela velha história: uma mentira repetida centenas de vezes acaba passando por verdade. Desde o final do século 19 e início do século 20 se fala em "crise do marxismo" e não passam mais de cinco anos para aparecer alguém repetindo a fórmula da superação de Marx e do marxismo. O verdadeiro problema está em saber por qual motivo esta afirmação, apesar de todas as evidências em contrário, acaba sendo aceita por alguns, reproduzida por outros e ganha, em determinados momentos, ressonância acadêmica.

A insistência na superação do marxismo e das obras de Marx é tão grande que se faz necessário retomar as evidências contrárias a tal afirmação. Para se colocar que determinadas idéias estão ultrapassadas é preciso comprovar isto sob duas formas simultâneas: do ponto de vista da teoria e do ponto de vista da prática. Obviamente que muitas teses de Marx são criticadas (assim como diversos outros pensadores considerados "clássicos" e que ninguém diz estar "superados", tal como Weber, por exemplo). Como ele, enquanto indivíduo, morreu, então não pode responder. No entanto, muitos concordam com suas teses e as defendem em seu lugar. Já se disse que para alguma idéia estar morta é preciso que ela não tenha mais defensores. Não é este o caso das idéias de Marx. Independentemente disto, é possível se afirmar que as teses de Marx foram refutadas cabalmente e que seus erros foram comprovados. Porém, nenhum pensador ainda conseguiu esta proeza. Alguns tentaram desacreditar algumas teses pontuais de Marx, mas além de não terem sido muito felizes, ainda encontraram vários outros criticando-os por seus equívocos, que vão desde a incompreensão do pensamento de Marx até a deformação, com raras exceções. Do ponto de vista prático, as idéias de Marx sobrevivem, tanto nos meios acadêmicos, quanto nos meios políticos. E se por acaso toma-se não o pensamento de Marx mas o marxismo, então a situação se complica, pois o número de teses e desdobramentos se revela quantitativamente elevado e qualitativamente complexo. Assim, tal comprovação não se realiza sob nenhum dos dois pontos de vistas, nem do teórico, nem do prático.

Sendo assim, como se pode acreditar na ingênua afirmação da ultrapassagem do pensamento de Marx? Não iremos discutir as fontes sociais deste posicionamento, desde as divergências políticas, passando pelas contrafações acadêmicas por motivos da competição interna da comunidade científica, até chegar aos eternos candidatos (acadêmicos ou políticos, à direita ou à esquerda) a substitutos de Marx, que precisam destruir o ídolo para se colocar no lugar dele. Basta, para nosso objetivo, apresentar a questão fundamental para entender esta aceitação da superação de Marx. Podemos dizer que por detrás desta tese subjaz uma visão do desenvolvimento do saber de matriz oriunda do senso comum, das representações cotidianas ilusórias. Trata-se de uma visão pautada numa concepção evolucionista do saber, segundo a qual, a melhor tese é a última veiculada, ou do último livro publicado, ou, ainda, do último sensacionalismo acadêmico. O caráter volúvel da opinião pública e dos meios acadêmicos fornece a explicação para o fenômeno do pensador que foi superado durante todo o século 20 e continua sendo superado até os dias de hoje, deixando de lado a contradição evidente: para quê superar o já superado? A resposta só pode ser: porque ainda não foi superado e por isso o esforço contínuo pela superação, uma versão contemporânea e grotesca do trabalho de Sísifo.


(*) Nildo Viana é professor da UEG - Universidade Estadual de Goiás, Doutor em Sociologia/UnB, e autor dos livros "Introdução à Sociologia" (Belo Horizonte, Autêntica, 2006); "Estado, Democracia e Cidadania" (Rio de Janeiro, Achiamé, 2003); "Heróis e Super-Heróis no Mundo dos Quadrinhos" (Rio de Janeiro, Achiamé, 2005); "A Dinâmica da Violência Juvenil" (Rio de Janeiro, Booklink, 2004), "Escritos Metodológicos de Marx" (Goiânia, Edições Germinal, 2001), entre outros.

http://www.scribd.com/doc/21595189/Marx-Esta-Superado-Nildo-Viana

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Mais um "mau" exemplo da Bolívia

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Um país onde o povo revoga o mandato dos seus políticos (mandaram três governadores para casa), aprova a sua Constituição, onde o governo baixou um decreto que permite aos jornalistas exporem suas reais opiniões na imprensa "livre", agora dá mais um "mau" exemplo definindo que político só recebe se trabalhar.


Diputados y senadores bolivianos sólo cobrarán los días que trabajen

Los diputados y senadores bolivianos recibirán su salario sólo por los días que trabajen para demostrar su compromiso con el pueblo, adelantó este sábado el senador electo del partido del presidente Evo Morales, David Sánchez.

"Hemos aceptado todos por unanimidad que por cada día que se trabaje se pague al parlamentario, al asambleísta, sea senador o diputado. Porque ahora sí hay un trabajo comprometido, porque si realmente quiere ganar, tiene que ser como un jornalero", afirmó Sánchez.

Esta fue una de las conclusiones a las que se llegó este sábado en el primer encuentro de los futuros miembros de la futura Asamblea Legislativa del Movimiento Al Socialismo (MAS), que fueron electos el pasado domingo en las elecciones generales.

Según el senador electo, los parlamentarios oficialistas, que serán mayoría en la Asamblea Legislativa que se constituirá en enero, propondrán controlar la asistencia de los senadores y diputados para "presionar para que todos los asambleístas" desarrollen un trabajo constante para dar respuestas al pueblo.

Además, Sánchez aseguró que con esta medida se evitará que los parlamentarios que no cumplen con su trabajo reciban un sueldo, como sucedía en legislaturas anteriores.


teleSUR-Efe/ dag
http://www.telesurtv.net/noticias/secciones/nota/63560-NN/diputados-y-senadores-bolivianos-solo-cobraran-los-dias-que-trabajen/

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A "guerra justa" de Obama

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A produção mitológica do Obama "paz e amor" que buscava se materializar na farsa do Prêmio Nobel da Paz de 2009 terminou de forma constrangedora para as classes dominantes imperiais.

Diante das lentes do mundo todo Barack Obama se viu obrigado a defender a escalada militar do seu país definindo-a como "guerra justa", ou seja, com uma mão segurava o Nobel da Paz e com a outra defendia as guerras imperialistas e ainda as considerava "justas". Nada mais contraditório!

A declaração buscava explicar o recente envio de mais 30 mil soldados dos Estados Unidos para o Afeganistão.
Mas em seu discurso Obama também ameaçou outros países como o Irã, a Coréia do Norte e até a Somália.

"Guerra justa" foi um conceito utilizado no passado para subjugar setores dos povos que rejeitavam tornar-se escravos dos opressores.
Funcionava assim: os governantes opressores declaravam uma "guerra justa" contra àqueles que resistiam a exploração. Os que eram mortos serviam de exemplo para futuros candidatos à rebeldia e os que sobreviviam viravam escravos de forma legal. Índios e negros foram as principais vítimas das "guerras justas". No Brasil colonial várias tribos indígenas foram massacradas por tais guerras.

Assim Obama declara "guerra justa" àqueles que não aceitam a colonização americana em seu território e nem seu governo fantoche eleito de forma fraudulenta e ainda envia ameaças de mais "guerras justas" aos que não se curvarem aos ditames imperiais.

Ulbra teria fraudado ProUni

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Seria por estas e outras* que a direita e o empresariado da educação defendem tanto que o governo crie bolsas nas universidades privadas?


PF investiga bolsas do ProUni na Ulbra
Geral | 11/12/2009 | 05h12min

Estudantes que pagam mensalidade teriam sido inscritos em programa

Além do suposto desvio de recursos da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), a Polícia Federal identificou uma suspeita de fraude envolvendo a participação da instituição no Programa Universidade para Todos (ProUni) do governo federal.

Na investigação sobre o esquema que teria retirado mais de R$ 63 milhões da Ulbra nos últimos anos, os policiais também depararam com referências a possíveis irregularidades na relação de alunos beneficiados pelo projeto do Ministério da Educação.

Há oito meses, a PF compila gravações de diálogos e analisa documentos para esclarecer o que considera ser um esquema de desvio de recursos da universidade capitaneado pelo ex-reitor Ruben Becker. Na manhã de quarta-feira, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão a fim de obter provas da atuação de pelo menos 20 empresas na sangria de dinheiro da Ulbra entre 2005 e 2009.

Os policiais encontraram referências a outra possível irregularidade. Por meio de escutas, verificaram evidências de que alunos que pagam mensalidade integral teriam sido inscritos como beneficiários do ProUni.

– Alguns alunos nem sabem que estavam inscritos – afirma o delegado da PF Aldronei Rodrigues.

Conversas entre o ex-reitor Ruben Becker e outros investigados, interceptadas pelos investigadores, revelam a preocupação do grupo em “não deixar escapar o ProUni”. Um relatório sigiloso da PF, ao qual Zero Hora teve acesso, informa que o grupo demonstrava “certeza da obtenção de altas somas com o programa do governo federal” mesmo após a saída de Becker da Ulbra, ocorrida em abril.

– Estamos investigando de que maneira isso seria feito – diz Rodrigues.

Nas próximas semanas, os policiais deverão comparar os nomes de alunos supostamente beneficiados pelo ProUni com a relação daqueles que realmente recebem a bolsa. Não há prazo para a conclusão das investigações.

Com relação à apuração do suposto esquema de desvio de recursos da Ulbra por meio de empresas de fachada, a partir da próxima semana, terá início o processo de análise dos documentos recolhidos. Também começarão a ser ouvidos suspeitos e testemunhas.

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Contrapontos

O que diz Geraldo Moreira, advogado de Ruben Becker:
Só se manifestará diante de prova concreta de qualquer irregularidade.

O que diz a Ulbra:
A administração anterior esperaria receber recursos do governo federal para aumentar o número de alunos beneficiados pelo ProUni, o que foi negado pela União. A Ulbra não crê na existência de ilegalidade. Mesmo assim, revisa o cadastro.

O que diz o MEC:
A relação de vagas e alunos da Ulbra vinculados ao ProUni está sob supervisão e, caso seja flagrada qualquer irregularidade, serão tomadas as medidas necessárias.

Como funciona:
O Programa Universidade para Todos concede bolsas de estudo a estudantes de instituições privadas de Educação Superior. Veja como:
1) Os candidatos devem ser egressos do Ensino Médio da rede pública ou da rede particular na condição de bolsistas integrais, com renda familiar per capita de até três salários mínimos
2) Eles são classificados pelo MEC conforme a nota obtida no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a fim de conquistar uma bolsa integral ou parcial na universidade pretendida
3) O governo federal, em contrapartida à oferta da vaga pela instituição particular, oferece isenção de tributos.
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http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=Geral&newsID=a2745590.xml


[*] Bolsas dadas a políticos pela Ulbra eram da filantropia:
http://www.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2629827.xml&template=3898.dwt&edition=12983§ion=1003

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A crise está passando? Se está, para quem?

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Apesar dos discursos ufanistas de alguns economistas, governos e da mídia que comemoram o "fim da crise" os relatórios do Bird e da Cepal apontam em outra perspectiva: em 2010 a pobreza seguirá aumentando, inclusive na Europa!

Bird: dez milhões a mais de pobres na Europa e na Ásia pela crise



Seg, 07 Dez, 12h55

SÓFIA (AFP) - Europa e Ásia Central terão 10 milhões de novos pobres em 2010 por causa da crise econômica mundial, segundo um estudo do Banco Mundial (Bird) apresentado nesta segunda-feira, em Sófia.

Além disso, 23 milhões de pessoas a mais correm o risco de ver seu nível de vida cair ficando apenas acima desse limite, segundo a instituição.

No total, Europa e Ásia Central contariam com 153,6 milhões de pobres ou pessoas ameaçadas de entrar para a a linha de pobreza, contra 119,3 milhões previstos antes da explosão da crise, segundo o diretor do departamento de Redução da Pobreza do BM, Luca Barbone.

Em particular 20% da população que havia conseguido sair da pobreza entre 1998 e 2006 regressará a essa situação, principalmente trabalhadores que haviam aproveitado a efervência dos créditos e o desenvolvimento do setor da construção durante esse período, segundo o informe.

A crise afeta os lares pela alta do desemprego e dos preços, assim como pelas dificuldades parea devolver os empréstimos feitos.

Em 2009, o número de lares incapazes de pagar suas dívidas aumentou 20% na Letônia e na Hungria.

Por causa de seu caráter mundial, a crise compromete cada vez mais os recursos clássicos para enfrentar a pobreza, como a migração, a busca de um segundo emprego ou um empréstimo para manter seu nível de vida, segundo o Bird.

http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/091207/mundo/economia_europa___sia_bm_pobreza
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Cepal: crise mundial levará 9 milhões de pessoas à pobreza na América Latina
20/11/2009

BRASÍLIA - A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) calcula que a mais recente crise financeira mundial, originada nos Estados Unidos, deverá levar pelo menos 9 milhões de pessoas à situação de pobreza e mais 5 milhões à de indigência na América Latina somente este ano.

No relatório Panorama Social da América Latina 2009, divulgado hoje (19), a Cepal prevê que a pobreza na região aumentará 1,1% e o nível de indigência crescerá 0,8%, na comparação com o ano passado. As pessoas em situação de pobreza devem passar de 180 milhões para 189 milhões (o equivalente a 34,1% da população local) e os indigentes de 71 milhões para 76 milhões, 13,7% da população.

Apresentado pela secretária executiva da Cepal, Alicia Bárcena, o documento assinala que a quantidade de pessoas afetadas equivale a quase um quarto da população que havia superado a pobreza entre 2002 e 2008 (41 milhões de pessoas), graças ao maior crescimento econômico, à expansão do gasto social, ao crescimento demográfico e às melhorias na distribuição da renda.

Embora preveja que alguns países como o México irão experimentar médias de aumentos maiores em seus níveis de pobreza e indigência devido à diminuição do Produto Interno Bruto (PIB) e à deterioração de empregos e salários, a Cepal acredita que, em termos regionais, o impacto será menor que o de turbulências anteriores, como a crise mexicana, de 1995, a asiática, entre 1998 e 2000 e a chamada crise "ponto.com" e da Argentina, respectivamente em 2001 e 2002.

Mesmo assim, de acordo Alicia Bárcena, os efeitos da crise irão impedir que a região elimine a pobreza extrema e a fome até 2015 conforme estabelece a primeira Meta de Desenvolvimento do Milênio da Organização das Nações Unidas (ONU).

O relatório também assinala a urgência dos países latino-americanos de investirem em um novo sistema de proteção social, adotando medidas que combinem o atendimento de urgência a uma estratégia de longo prazo, evitando a irresponsabilidade fiscal e o endurecimento da legislação trabalhista, aumentando a carga tributária de forma progressiva e redistribuindo os gastos sociais.

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/11/20/cepal-crise-mundial-levara-9-milhoes-de-pessoas-pobreza-na-america-latina-914851955.asp
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Obs: na foto sem-teto tenta se proteger do frio em Paris.