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Pesquisa realizada pela GlobeScan e um programa especial da Universidade de Maryland (EUA) à pedido da BBC, e divulgada na última segunda-feira (14) constatou que a maioria das pessoas em 20 países consultados desejam uma maior presença estatal na economia e um aumento dos "gastos" governamentais.
Trata-se de um verdadeiro gancho de esquerda no queixo dos fundamentalistas do mercado. A base social para o laissez faire sofreu uma significativa erosão com a crise, o que não significa que os governos darão ouvidos ao clamor popular.
Alguns números da pesquisa:
- 67% preferem mais regulação e supervisão estatal da economia (no Brasil o índice chega a 75%).
- 60% defendem um aumento dos "gastos" do Estado para incentivar a economia.
A pesquisa também constatou uma enorme insatisfação popular com o FMI e o Banco Mundial - instituções que foram os principais agentes e incentivadores da política que gerou a atual crise econômica.
Foram ouvidas 22.158 pessoas nos seguintes países: Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, Chile, China, Egito, Estados Unidos, Filipinas, França, Grã-Bretanha, Índia, Indonésia, Japão, México, Nigéria, Paquistão, Quênia, Rússia e Turquia.
No Brasil, foram ouvidas pessoas em Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/09/14/maioria-quer-mais-controle-do-governo-sobre-economia-diz-pesquisa-da-bbc-767596562.asp
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Descrédito da imprensa americana

Pesquisa realizada pelo Pew Research Center entre os dias 22 e 26 de julho e divulgada na última segunda-feira (14/09) mostra uma enorme desconfiança dos americanos com a sua imprensa.
Em resumo alguns números:
- Acreditam na veracidade das notícias divulgadas pela mídia:
29% - Sim
63% - Não
29% - Sim
63% - Não
- 20% acreditam que a mídia seja independente do poder
- 21% que ela está disposta a reconhecer seus erros
- Qual o meio de informação mais utilizado pelos americanos?
71% - televisão
42% - internet
33% - imprensa escrita
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Uma substituição e duas verdades

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Na segunda etapa do jogo de ontem, com o Inter precisando fazer gols, Tite virou-se para o banco de reservas e chamou o volante Glaydison. Além de taticamente ser um equívoco, tecnicamente Glaydison deixa muito a desejar. A primeira verdade vem à tona (mais uma vez): Tite não entende de futebol!
Daí a torcida presente começou a gritar o nome de Marquinhos. Logo, Tite virou-se para o banco e trocou o substituto: colocou Marquinhos ao invés de Glaydison. Assim a segunda verdade vem à tona (de novo): Tite não tem convicção!
O Inter perdeu um jogo inadmissível e antecipo que não estou desmerecendo o Cruzeiro. Acontece que quem almeja ser campeão brasileiro não pode perder dentro de casa.
A falta de comando no vestiário e na casamata pode levar o Inter a deixar de ganhar mais um título importante na temporada. Tite não é treinador! E lamentavelmente foi trazido e é sustentado no cargo pelo ex-presidente campeão do mundo, Fernando Carvalho (este último merecerá um breve artigo na sequência).
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
A pobreza na América
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Relatório divulgado pelo governo americano na última quinta-feira informou que a pobreza aumentou de forma recorde nos Estados Unidos.
A taxa de pobreza em 2008 atingiu o maior indíce em 11 anos chegando a 13,2% ou 39,8 milhões de norte-americanos. Em 2007 a taxa era de 12,5% (37,3 milhões de pessoas).
Os americanos sem seguro de saúde também aumentou: passou de 45,7 milhões em 2007 para 46,3 milhões de pessoas em 2008.
Embora propale melhoria na economia do país o governo admite que a pobreza na América continuará a se agravar neste ano e em 2010.
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1300051-9356,00-RECESSAO+LEVA+POBREZA+NOS+EUA+A+MAIOR+NIVEL+EM+ANOS.html
Relatório divulgado pelo governo americano na última quinta-feira informou que a pobreza aumentou de forma recorde nos Estados Unidos.
A taxa de pobreza em 2008 atingiu o maior indíce em 11 anos chegando a 13,2% ou 39,8 milhões de norte-americanos. Em 2007 a taxa era de 12,5% (37,3 milhões de pessoas).
Os americanos sem seguro de saúde também aumentou: passou de 45,7 milhões em 2007 para 46,3 milhões de pessoas em 2008.
Embora propale melhoria na economia do país o governo admite que a pobreza na América continuará a se agravar neste ano e em 2010.
http://g1.globo.com/Noticias/Economia_Negocios/0,,MUL1300051-9356,00-RECESSAO+LEVA+POBREZA+NOS+EUA+A+MAIOR+NIVEL+EM+ANOS.html
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
40 anos da internet: cresce o controle!
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Na semana passada a grande mídia destacou o aniversário de 40 anos da internet. Embora massificado nos últimos anos o acesso à mesma, muita gente segue excluída. No Brasil, por exemplo, 61% da população nunca teve contato com a rede, conforme constatou o Comitê Gestor da Internet. [1]
Apesar disso tem crescido as tentativas de controle sobre o uso dessa tecnologia. No Brasil há o famigerado projeto do Senador tucano Eduardo Azeredo que chegou a ser apelidado de AI-5 Digital.
Se o projeto do Senador brasileiro já é um AI-5 Digital como então qualificar o controle a que têm sido submetidos cidadãos de vários países pelo mundo, inclusive os que moram nas propaladas "terras das liberdades"?
Em 2008 a Suécia aprovou um projeto de lei que dispensa a autorização do judiciário para monitar e-mails e até ligações telefônicas de qualquer cidadão. [2]
No mesmo ano, o parlamento da Alemanha aprovou um projeto que permite além da investigação de computadores particulares, o grampo telefônico e até a utilização de câmeras para vigiar residências. [3] O projeto legalizou a espionagem que já ocorria desde 2005. [4]
O jornal britânico "The Sunday Times" informou, em maio desse ano, que o governo do seu país desenvolveu um programa que visa controlar todas as mensagens eletrônicas enviadas pela internet (e-mails, acessos, atividades na rede) e até ligações telefônicas.
De acordo com a matéria o próprio governo confessa que quer "saber com quem se comunicam determinados indivíduos, quais sites ou redes sociais visitam habitualmente". [5]
Não por acaso, se por um lado criticaram incoerentemente o controle da internet praticado pelo governo do Irã (com tecnologia ocidental); por outro Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Austrália manifestaram interesse em adquirir a mesma tecnologia utilizada pelo regime iraniano. [6]
Um levantamento realizado pela OpenNet Initiative (parceria entre as Universidades de Toronto, Harvard, Cambridge e Oxford) e divulgado em maio do ano passado, constatou que até aquele momento 24 países realizavam algum tipo de filtragem na rede contra apenas 2 países em 2002. [7]
O caráter aberto e democrático seria o principal motivo para o crescente controle governamental da internet, afirma a própria OpenNet Initiative.
De fato as novas tecnologias de comunicação têm permitido novas formas de organização política. É possível compartilhar com milhões, em poucos minutos, um protesto; divulgar um excesso policial, etc.
Também pode-se obter informações fora dos círculos da grande mídia privada, às vezes até desmascarando suas manipulações grosseiras como no caso do golpe de Estado na Venezuela em 2002.
As classes dominantes dos países capitalistas já perceberam tudo isso. Mas como não podem proibir, pois a internet lhes proporciona bons lucros, buscam espionar os cidadãos com o intuito de tomar medidas preventivas contra àqueles que se organizam contra a sua dominação.
[1] http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=economia&newsID=a2647490.xml
[2] http://www.estadao.com.br/noticias/geral,suecia-aprova-lei-para-monitorar-ligacoes-e-emails,192324,0.htm
[3] http://www.dw-world.de/dw/article/0,,3787802,00.html
[4] http://www.dw-world.de/dw/article/0,,2459147,00.html
[5] http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u560237.shtml
[6] http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/06/23/ira-possui-teia-de-espionagem-com-suporte-de-tecnologia-ocidental-756478940.asp
[7] http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080524/not_imp177251,0.php
Na semana passada a grande mídia destacou o aniversário de 40 anos da internet. Embora massificado nos últimos anos o acesso à mesma, muita gente segue excluída. No Brasil, por exemplo, 61% da população nunca teve contato com a rede, conforme constatou o Comitê Gestor da Internet. [1]
Apesar disso tem crescido as tentativas de controle sobre o uso dessa tecnologia. No Brasil há o famigerado projeto do Senador tucano Eduardo Azeredo que chegou a ser apelidado de AI-5 Digital.
Se o projeto do Senador brasileiro já é um AI-5 Digital como então qualificar o controle a que têm sido submetidos cidadãos de vários países pelo mundo, inclusive os que moram nas propaladas "terras das liberdades"?
Em 2008 a Suécia aprovou um projeto de lei que dispensa a autorização do judiciário para monitar e-mails e até ligações telefônicas de qualquer cidadão. [2]
No mesmo ano, o parlamento da Alemanha aprovou um projeto que permite além da investigação de computadores particulares, o grampo telefônico e até a utilização de câmeras para vigiar residências. [3] O projeto legalizou a espionagem que já ocorria desde 2005. [4]
O jornal britânico "The Sunday Times" informou, em maio desse ano, que o governo do seu país desenvolveu um programa que visa controlar todas as mensagens eletrônicas enviadas pela internet (e-mails, acessos, atividades na rede) e até ligações telefônicas.
De acordo com a matéria o próprio governo confessa que quer "saber com quem se comunicam determinados indivíduos, quais sites ou redes sociais visitam habitualmente". [5]
Não por acaso, se por um lado criticaram incoerentemente o controle da internet praticado pelo governo do Irã (com tecnologia ocidental); por outro Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Austrália manifestaram interesse em adquirir a mesma tecnologia utilizada pelo regime iraniano. [6]
Um levantamento realizado pela OpenNet Initiative (parceria entre as Universidades de Toronto, Harvard, Cambridge e Oxford) e divulgado em maio do ano passado, constatou que até aquele momento 24 países realizavam algum tipo de filtragem na rede contra apenas 2 países em 2002. [7]
O caráter aberto e democrático seria o principal motivo para o crescente controle governamental da internet, afirma a própria OpenNet Initiative.
De fato as novas tecnologias de comunicação têm permitido novas formas de organização política. É possível compartilhar com milhões, em poucos minutos, um protesto; divulgar um excesso policial, etc.
Também pode-se obter informações fora dos círculos da grande mídia privada, às vezes até desmascarando suas manipulações grosseiras como no caso do golpe de Estado na Venezuela em 2002.
As classes dominantes dos países capitalistas já perceberam tudo isso. Mas como não podem proibir, pois a internet lhes proporciona bons lucros, buscam espionar os cidadãos com o intuito de tomar medidas preventivas contra àqueles que se organizam contra a sua dominação.
[1] http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1§ion=economia&newsID=a2647490.xml
[2] http://www.estadao.com.br/noticias/geral,suecia-aprova-lei-para-monitorar-ligacoes-e-emails,192324,0.htm
[3] http://www.dw-world.de/dw/article/0,,3787802,00.html
[4] http://www.dw-world.de/dw/article/0,,2459147,00.html
[5] http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u560237.shtml
[6] http://oglobo.globo.com/tecnologia/mat/2009/06/23/ira-possui-teia-de-espionagem-com-suporte-de-tecnologia-ocidental-756478940.asp
[7] http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080524/not_imp177251,0.php
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
O trabalhador assalariado é servo do patrão
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Atenção:
A frase abaixo, à qual se refere o título deste post, não é de nenhum socialista:
Senhor e servo são nomes tão antigos quanto a história, mas dados a indivíduos de condições bem diferentes; um homem livre torna-se servidor de outro quando lhe vende um certo tempo de serviço que realiza em troca de um salário que deve receber (...)
John Locke, liberal inglês, Segundo Tratado Sobre o Governo Civil, p.57
http://www.scribd.com/doc/3270708/Clube-do-Livro-Liberal-John-Locke-Segundo-Tratado-Sobre-o-Governo-Civilebook
Atenção:
A frase abaixo, à qual se refere o título deste post, não é de nenhum socialista:
Senhor e servo são nomes tão antigos quanto a história, mas dados a indivíduos de condições bem diferentes; um homem livre torna-se servidor de outro quando lhe vende um certo tempo de serviço que realiza em troca de um salário que deve receber (...)
John Locke, liberal inglês, Segundo Tratado Sobre o Governo Civil, p.57
http://www.scribd.com/doc/3270708/Clube-do-Livro-Liberal-John-Locke-Segundo-Tratado-Sobre-o-Governo-Civilebook
Produtividade no serviço público e no privado
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Durante os anos 90, para agregar base social para as privatizações, foi feita uma massiva campanha contra o serviço público e de idolatria do setor privado. Foi erigido o maniqueísmo segundo o qual "tudo que era bom" provinha da iniciativa privada enquanto "tudo que era ruim" era estatal.
Pois há duas semanas atrás o IPEA divulgou um estudo analisando a produtividade no serviço público no período de 1995 à 2006. Ficou constatado que, ao contrário da caluniosa ineficiência propalada pelos fundamentalistas do mercado, a produtividade do setor público brasileiro superou a do setor privado. No período analisado, a produtividade do setor público evoluiu 14,7% contra 13,5% do privado.
O estudo constatou também que dentro do serviço público àquelas administrações que implementaram o badalado "choque de gestão" não estão entre as que apresentaram os maiores índices de produtividade. Pelo contrário, muitas apresentaram queda de produtividade.
Vale lembrar que no Rio Grande do Sul o atual Governo do Estado centra o seu discurso no "choque de gestão" que seria um sistema revolucionário que modernizaria o serviço público e elevaria a sua produtividade. No entanto os estados tidos como modelo pelo governo gaúcho (São Paulo e Minas Gerais) encontram-se na rabeira dos estados brasileiros no que tange aos índices de produtividade.
http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/comunicado_presidencia/09_08_19_ComunicaPresi_27_ProdutividadenaAdminisPublica.pdf
http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/comunicado_presidencia/09_08_19_ComunicaPresi_27_ProdutividadenaAdminisPublica_graficos.pdf
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/08/19/produtividade-do-setor-publico-cresceu-mais-do-que-setor-privado-diz-ipea-757474764.asp
Durante os anos 90, para agregar base social para as privatizações, foi feita uma massiva campanha contra o serviço público e de idolatria do setor privado. Foi erigido o maniqueísmo segundo o qual "tudo que era bom" provinha da iniciativa privada enquanto "tudo que era ruim" era estatal.
Pois há duas semanas atrás o IPEA divulgou um estudo analisando a produtividade no serviço público no período de 1995 à 2006. Ficou constatado que, ao contrário da caluniosa ineficiência propalada pelos fundamentalistas do mercado, a produtividade do setor público brasileiro superou a do setor privado. No período analisado, a produtividade do setor público evoluiu 14,7% contra 13,5% do privado.
O estudo constatou também que dentro do serviço público àquelas administrações que implementaram o badalado "choque de gestão" não estão entre as que apresentaram os maiores índices de produtividade. Pelo contrário, muitas apresentaram queda de produtividade.
Vale lembrar que no Rio Grande do Sul o atual Governo do Estado centra o seu discurso no "choque de gestão" que seria um sistema revolucionário que modernizaria o serviço público e elevaria a sua produtividade. No entanto os estados tidos como modelo pelo governo gaúcho (São Paulo e Minas Gerais) encontram-se na rabeira dos estados brasileiros no que tange aos índices de produtividade.
http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/comunicado_presidencia/09_08_19_ComunicaPresi_27_ProdutividadenaAdminisPublica.pdf
http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/comunicado_presidencia/09_08_19_ComunicaPresi_27_ProdutividadenaAdminisPublica_graficos.pdf
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2009/08/19/produtividade-do-setor-publico-cresceu-mais-do-que-setor-privado-diz-ipea-757474764.asp
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